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Em 2000, o lixo produzido diariamente no Espírito Santo chegava a 2.923 toneladas. Dele, 45% eram destinados a aterros sanitários, 17,9 % a aterros controlados e, 31,2 %, a lixões. Em 1989, pesquisa mostrava que o percentual de municípios que depositavam seus resíduos de forma adequada era de apenas 20,9 %.
Os resultados são da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2000 (PNSB 2000), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo o seu setor de divulgação no Espírito Santo. A pesquisa revela uma tendência de melhora da situação de destinação final do lixo coletado no estado nos últimos anos.
Os números da pesquisa permitem, ainda, uma estimativa sobre a quantidade coletada de lixo diariamente: na Região Metropolitana, são recolhidos de 1.026 gramas por habitante A PNSB 2000 informa que, na época em foi realizada a pesquisa, eram coletadas 1.464 toneladas de lixo domiciliar, diariamente, na Grande Vitória.
Em 2000, a situação de disposição e tratamento dos resíduos sólidos de serviços de saúde (RSS) melhorou, com 15 municípios encaminhando-os para aterros de resíduos especiais, enquanto em 1989 nenhum município dava este destino aos resíduos sólidos. Em número de municípios, 43 depositam nos mesmos aterros que os resíduos comuns, enquanto 15 já estão enviando-os para locais de tratamento ou aterros de segurança.
De 1995 a 2000 o Espírito Santo perdeu 1,19% de sua Mata Atlântica. Do bioma, restam escassos 7% da área original, e a conservação da flora e fauna é prejudicada pela grande fragmentação das matas. E mais: a destruição continua, enquanto Projeto de Lei que permitirá proteger a Mata Atlântica tramita aos trancos e barrancos no Senado, depois de esperar 11 anos pela aprovação na Câmara dos Deputados.
A exploração do mármore e do granito destrói 5 mil áreas no Estado, e 6 mil novos pedidos para lavra de minerais estão em tramitação no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
Estes são problemas ambientais levantados e discutidos por Século Diário desde sua fundação. Mas não é só.
Nossas águas para abastecimento domiciliar e industrial estão no limite. Nos nossos rios e litoral marinho os cardumes estão à beira da extinção. Os recursos são desprezados e destruídos, funcionando como lixeiras dos capixabas: há contaminação por agrotóxicos e esgotos domésticos e industriais. Os cursos d'água estão assoreados.
O ar que os capixabas respiram, principalmente na Grande Vitória, está extremamente contaminado. Os poluentes são agentes que provocam doenças alérgicas, respiratórias e, entre outras, até cânceres. As grandes poluidoras procuram, por todos os modos, fugir da responsabilidade de tratar suas emissões. E algumas delas se transformam em ácidos, em contato com a água.
Os problemas ambientais são ignorados ou deturpados na mídia regional. Os veículos de comunicação em geral ignoram totalmente essa destruição ou, igualmente grave, até favorecem empresas poluidoras como a Aracruz Celulose, Samarco Mineração, Belgo-Mineira, Companhias Vale do Rio Doce e Siderúrgica de Tubarão, apenas para lembrar dos maiores responsáveis pela destruição ambiental.
